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sábado, 30 de abril de 2011

Inserções do PSDB - Inflação

Delúbio, com a estrela no bolso

Num dia ensolarado em setembro do ano passado, o petista Delúbio Soares encaminhou-se ao complexo empresarial Brasil XXI, no centro de Brasília, entrou pela garagem e se dirigiu à sala 320 do Bloco E. Lá, o grupo petista ligado ao ex-ministro José Dirceu mantém um discreto escritório, destinado a encontros políticos reservados e a negociações obscuras. Na portaria do prédio, uma placa informa que ali funciona a “Lobato Advocacia e Consultoria Jurídica”, do advogado Marthius Lobato. Ele presta serviços ao Fenadados, sindicato petista que reúne trabalhadores de empresas de informática. O Fenadados é chefiado pelo sindicalista Carlos Alberto Valadares, conhecido como Gandola, amigo de Delúbio.

NEGÓCIOS
Sede da empresa de Delúbio em Goiânia, que administra um site de lançamentos imobiliários. O principal anunciante é a incorporadora Brookfield

A mesma sala 320 serve de sede oficial de outro escritório de advocacia, do petista e sindicalista Luiz Egami, também amigo de Delúbio e nome ligado a José Dirceu em Brasília. Lobato, Egami e Gandola são personagens desconhecidos do público, assim como Delúbio, companheiro de todos eles, uma vez foi. Nenhum deles tem cargo no governo, mas todos transitam pelos mesmos gabinetes do poder onde o setor do PT capitaneado por Dirceu reina há oito anos. A missão dessa equipe, assim como a de Delúbio sempre foi, é defender os interesses políticos e econômicos do PT. A sala 320 é um dos principais pontos de encontro do grupo.

O próprio Dirceu, o “chefe da organização criminosa” do mensalão, nos dizeres da Procuradoria-Geral da República, costuma frequentar as reuniões na sala 320. Desta vez, porém, ele não estava lá. Numa das salas do escritório, em volta de uma mesa quadrada de vidro, Delúbio e outros sete companheiros reuniram-se para discutir os rumos da campanha de Dilma Rousseff. Dois deles, que frequentam o local, aceitaram contar a ÉPOCA o que se passava ali. Naquela ocasião, a turma de Dirceu debatia formas de captar mais recursos para a campanha de Dilma. Também discutiam estratégias políticas, sobretudo ações em redes sociais como o Twitter, para enfraquecer a candidatura do tucano José Serra. Segundo petistas, políticos e lobistas ouvidos por ÉPOCA, Delúbio fez de tudo para ajudar na campanha presidencial de Dilma.

Ao final da reunião, Delúbio compartilhou com os amigos duas boas notícias. Primeiro, contou que sua vida financeira estava melhorando. “Passei momentos difíceis, mas eles estão me ajudando muito”, afirmou Delúbio, apontando com um aceno de cabeça três torres que se erguiam em frente à ampla janela da sala 320, construídas pela incorporadora Brookfield. Egami, seu amigo e lobista de empresas de informática, deu mais explicações: “Ele (Delúbio) está prestando consultorias para a Brookfield”. Um ano antes, em 2009, a Brookfield vendera duas das torres para a Previ, o bilionário fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. A Previ não investia em novos imóveis havia nove anos. Valor do negócio: R$ 342 milhões.

DE VOLTA
Às vésperas de ser readmitido no PT, Delúbio Soares apareceu num restaurante em Brasília e serviu-se apenas de salada

A Brookfield também constrói imóveis para o principal programa habitacional do governo, o Minha Casa Minha Vida. Segundo a Caixa Econômica Federal, a Brookfield construiu 1.808 imóveis. Marcelo Borba, executivo da Brookfield s que tocou a venda das torres à Previ e coordena as construções do Minha Casa Minha Vida, é amigo da família de Delúbio. Na reunião, Delúbio não deu mais detalhes sobre a natureza de seus serviços à incorporadora.

Em seguida, deu a segunda boa notícia. “Assim que a Dilma ganhar, eu finalmente volto ao partido”, disse Delúbio. “O Lula já me garantiu.” No último fim de semana, era dada como certa a demonstração de que Delúbio não se jactara levianamente com amigos. Até o fechamento desta edição de ÉPOCA, estava tudo preparado para que o PT aceitasse o pedido de refiliação encaminhado por Delúbio dias antes [Atualização: diretório nacional do partido reintegrou Delúbio]. Fora do partido, o retorno oficial do tesoureiro do mensalão provocou perplexidade, indignação. Dentro, provocou choros catárticos, especialmente dos que, como Delúbio, assumiram o papel de vítimas – dizendo-se injustiçados pela imprensa, pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, pela Justiça.

Na reunião em que discutiu sua volta, Delúbio apelou ao sentimento que define muitos dos petistas: a lealdade ao partido. “A minha identidade política é a mesma do PT. Preciso da minha identidade política de volta”, afirmou Delúbio em seu discurso. Alguns dos dirigentes petistas lacrimejaram. Nos bastidores, próceres do PT admitem que o retorno de Delúbio deu-se pelo “sacrifício” que ele fez pelo partido. Permaneceu em silêncio quando o PT mais precisou. Se tivesse falado o que fizera e o que sabia, teria causado danos ainda maiores ao partido. É por essa lealdade que o ex-presidente Lula deu aval à volta de Delúbio.

Apesar de dizer que sempre seguiu as ordens de Dirceu e de Lula, Delúbio assumiu a responsabilidade pelo esquema de compra de apoios no Congresso montado pelo PT. É réu no Supremo Tribunal Federal por corrupção ativa e formação de quadrilha no caso do mensalão. Delúbio também é réu por corrupção ativa, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro por seu envolvimento na máfia dos vampiros, que fraudava licitações de medicamentos no Ministério da Saúde – a PF descobriu que parte do dinheiro público foi desviada para o PT. Há um ano, Delúbio foi condenado por improbidade administrativa pela Justiça de Goiás. Ele apresentava declarações falsas para receber salários como professor da rede pública de ensino do Estado. Ele morava em São Paulo quando recebia o salário. Seus direitos políticos foram cassados e ele terá de devolver R$ 165 mil aos cofres públicos.

A empresa do irmão de Delúbio firmou contratos com
uma construtora que tem negócios com o governo

Os problemas com as autoridades não impediram a volta de Delúbio ao PT nem atrapalharam seus negócios. ÉPOCA descobriu que Delúbio e sua família prosperaram como empresários – sempre perto do poder público, de uma forma ou de outra. Em 2007, Delúbio criou um site para divulgar anúncios imobiliários em Goiânia. Em sociedade com sua irmã, Delma Soares, investiu R$ 30 mil na constituição da Geral Imóveis, que funciona em duas salas minúsculas de uma galeria encravada numa área nobre de Goiânia. Delúbio distribui cartões da empresa em que aparece como diretor. Até metade de 2009, o site era pobre em ofertas de imóveis. Hoje, há ofertas de lançamentos, alguns com valores superiores a R$ 500 mil, loteamentos e fazendas. O site e a empresa também ajudam os interessados a conseguir um financiamento do governo no Minha Casa Minha Vida.

O site de Delúbio Soares agora tem publicidade. Um dos anunciantes é o grupo Brookfield, o mesmo que, segundo Delúbio contou aos companheiros na reunião e reiterou em outras ocasiões, tem lhe ajudado. Em entrevista a ÉPOCA, Marcelo Borba, executivo da Brookfield, negou que Delúbio tenha ajudado na venda dos prédios à Previ – ou em qualquer outro negócio da empresa com o governo. Borba afirmou, no entanto, ter relações com a família de Delúbio. Também contou que se encontrou “algumas vezes, por acaso”, com Delúbio nos últimos meses. (Em 2004, empresas de Borba doaram R$ 75 mil à campanha de um irmão de Delúbio a vereador, em Goiânia.) “Nós costumamos contratar a empresa Brasil Gerais, de Carlos Rubens Soares, irmão do Delúbio, para prestar serviços de logística nas obras da construtora”, afirmou Borba. Ele confirmou que a empresa do irmão de Delúbio participou da construção dos prédios vendidos à Previ. “E de muitos outros”, disse Borba. Ele não informou quanto foi pago à Brasil Gerais.

TRIANGULAÇÃO
Marcelo Borba (no alto à direita), executivo da Brookfield, contratou os serviços da Brasil Gerais (casa acima à direita), empresa de Carlos Rubens Soares, irmão de Delúbio. Soares atuou na construção dos prédios do Parque Corporate (à esquerda), vendidos à Previ

ÉPOCA foi até a sede da Brasil Gerais, em Goiânia. Trata-se de uma casa sem identificação na porta. Dentro, uma secretária informou que ali funciona a empresa, confirmou que o irmão de Delúbio trabalha no local e que Delúbio frequenta a casa. Ela se recusou a fornecer os contatos dos donos. Nos registros da Junta Comercial de Goiás, Carlos Rubens Soares não consta como sócio da empresa.

Logo após a reportagem deixar a sede da Brasil Gerais, na manhã da última sexta-feira, Delúbio ligou para ÉPOCA e disse que não prestaria esclarecimentos. Em seguida, ÉPOCA telefonou duas vezes para Delúbio e questionou-o sobre sua participação na empresa Brasil Gerais e nos demais negócios da família. Delúbio ouviu, pausou por um momento e afirmou: “Não, não vou dar entrevista”.


FONTE: REVISTA EPOCA

sexta-feira, 29 de abril de 2011

As manchetes desta sexta

- Globo: Após mudança, Vale ajudará governo a salvar Belo Monte

- Folha: Correios poderão vender celular e comprar aviões

- Estadão: Senador que preside Conselho de Ética assinou atos secretos

- Correio: Enquanto a plebeia encanta o reino… STJ solta promotora acusada de corrupção

- Estado de Minas: Xeque-mate nos ‘borrachudos’


quarta-feira, 27 de abril de 2011

A primeira privatização de Dilma Rousseff

MENTIRA:

“Aqui, o desastre só não foi maior – como em outros países – porque os brasileiros resistiram a esse desmonte e conseguiram impedir a privatização da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica ou de Furnas.” (Presidente Dilma Rousseff, então ministra-chefe da Casa Civil de Lula e pré-candidata do PT à presidência, no 4º Congresso do PT, em Brasília, 20/02/2010.)

A VERDADE

Utilizado como acusação contra o PSDB, o assunto privatização sempre foi exaustivamente explorado pelo PT nas campanhas eleitorais. Como repetiu Rousseff, sem medir consequências, para ganhar as últimas eleições.

Discurso vazio, ataque gratuitos, mentiras. Porque o PSDB nunca falou em privatizar os bancos ou as empresas citadas por Rousseff & Cia. Agora, despenca a máscara. E a presidente petista encampa mais uma proposta do PSDB: o regime de concessão de aeroportos, que constava no programa de José Serra, duramente atacado por Rousseff, pelo ex Lula e tantos outros petistas com suas conhecidas propagandas enganosas.

Só que a decisão chega com pelo menos oito anos de atraso. O governo do PT, enganando o país, deixou antes que o caos se instalasse nos aeroportos brasileiros. Agora, com a água no pescoço e depois que o PSDB denunciou o apagão aéreo em sua propaganda eleitoral, o petismo faz o que já deveria ter sido feito.

A essa altura, mais do que pedido de socorro, anunciar a privatização dos aeroportos soa como se Rousseff e sua equipe jogassem a batata quente nas mãos dos empresários, para que eles façam a lição de casa que Lula, Rousseff e o PT não fizeram.

A saturação dos aeroportos brasileiros não é novidade. A corrida é para tentar amenizar a situação. Mas as previsões não são nada otimistas. O Ipea, vinculado à Presidência da República, avalia que, mesmo com a concessão e a execução das obras planejadas pelo governo do PT, os aeroportos brasileiros não conseguirão atender à demanda nem da Copa nem das Olimpíadas de 2016.

De acordo com o Ipea, além do plano de investimentos da Infraero não ter uma projeção adequada para o aumento da demanda, 14 dos 20 maiores aeroportos brasileiros já funcionaram acima do limite em 2010.

Os números não mentem. Até o final do ano passado apenas 5,47% dos recursos orçamentários para investimentos em aeroportos tinham sido contratados e somente 2,15% foram executados. Enquanto isso, entre 2003 e 2010, o movimento saltou de 71 milhões de passageiros por ano para 154 milhões, um crescimento de 117% em oito anos.

Herança maldita, falta de competência, falta de seriedade, seja qual for o adjetivo, o custo PT fica cada dia mais alto. E paralisa o Brasil.


FONTE: GENTE QUE MENTE

É Notícia entrevista o senador Aloysio Nunes

Em 2010, Aloysio Nunes (PSDB-SP) foi eleito senador por São Paulo com mais de 11 milhões de votos. Durante a entrevista Nunes, que participou de ações armadas contra a ditadura(1964-1985),classificou como 'um erro trágico' a escolha da luta armada como forma de reação ao golpe militar. O senador assegura que não será candidato a prefeito de São Paulo em 2012, fala sobre as eleições presidenciais de 2014 e sobre questões polêmicas como a descriminalização do aborto e a legalização da maconha


Bloco 1




Bloco 2




Bloco 3


terça-feira, 26 de abril de 2011

As manchetes desta terça

- Globo: Bancos desafiam BC e abrem guerra por crédito a servidor

- Folha: Dilma negocia com TCU para acelerar aeroportos

- Estadão: Guantánamo manteve 150 inocentes presos, revelam documentos

- Correio: O dragão da inflação contra a ex-guerrilheira

- Valor: Justiça cerca devedores e já bloqueia R$ 20 bi por ano


segunda-feira, 25 de abril de 2011

As manchetes desta segunda

- Globo: Agentes da ditadura criam rede de arapongas

- Folha: Empregos crescem na faixa acima dos 50 anos

- Estadão: Construtora atrasa obra e eleva custo de imóvel em SP

- Correio: Cinco dias para ficar de olhos bem abertos

- Valor: Plano de reativação da Telebras fica no papel

Quase 70% dos britânicos preferem monarquia a sistema republicano, indica pesquisa

Fernando Duarte - correspondente

LONDRES -
Por mais que o interesse dos britânicos pelo casamento real da próxima sexta-feira venha sendo considerado morno pelos observadores, nem por isso significa que os defensores de mudanças na monarquia podem comemorar. De acordo com uma pesquisa divulgada na tarde deste domingo pelo jornal "Guardian", em parceria com o instituto ICM, 67% dos britânicos consideram a monarquia relevante para a vida nacional e ainda melhor que um sistema republicano de governo, bem como vêem na família real uma instituição que desperta respeito para o Reino Unido ao redor do mundo.
Pelo menos 75% dos entrevistados afirmam que o casamento levantará o moral dos britânicos, mas, curiosamente, uma minoria diz estar interessada nos procedimentos: apenas 37% se dizem genuinamente interessados no casamento e apenas 49% dizem ter a intenção de assistir à cerimônia pela TV

FONTE: O GLOBO

Grupo de Alckmin lança campanha por prévias na escolha de candidatos tucanos

Eleições no horizonte. Aliados do governador paulista vão trabalhar para estabelecer as consultas primárias como forma de definir os nomes do PSDB nas disputas de 2012 e 2014; proposta pressiona José Serra a definir se disputará ou não a Prefeitura de SP

Depois de ter vencido uma disputa que rachou o PSDB paulistano e provocou a saída de seis vereadores do partido na capital, o secretário estadual de Gestão Pública, Julio Semeghini, defende a realização de prévias para escolha do candidato tucano a prefeito de São Paulo no ano que vem.

Hélvio Romero/AE

Semeghini. 'Quanto mais democrático for o partido, quanto mais participação tiver, melhor'


Semeghini é o primeiro aliado de Geraldo Alckmin com cargo executivo no PSDB a assumir o que o governador paulista vem defendendo reservadamente: a definição das consultas primárias como a única forma de acabar com as disputas fratricidas que marcaram os tucanos nos seus últimos anos de fracasso no âmbito nacional. Para o novo presidente municipal do PSDB, "o partido sempre fugiu das prévias" por acreditar que a consulta a seus filiados representa uma divisão. "Mas isso não é verdade, outros partidos se fortalecem porque têm prévias, porque ouvem as bases", disse, em entrevista exclusiva ao Estado.

O governador de São Paulo está espremido entre os grupos do senador Aécio Neves (MG) e do ex-governador José Serra (SP) no PSDB, ambos pré-candidatos ao Planalto em 2014. Em conversas privadas, Alckmin tem afirmado que as prévias são a única forma de o partido definir seu nome para a sucessão da presidente Dilma Rousseff.

No âmbito nacional, o sistema de prévias atende hoje aos interesses de Serra, derrotado por Dilma no passado após ter sido refratário à proposta de Aécio de estabelecer prévias em 2009. Agora, é Aécio quem não quer a consulta primária por entender que sua candidatura é "natural".

"Acho que, se for necessário, já para 2012 (teremos prévias). Nós temos que nos preparar. Abrir o partido, filiar jovens, permitir que as pessoas tenham representatividade. E isso é um exemplo que poderá ser usado em todas as esferas", diz Semeghini. Segundo ele, Alckmin "tem defendido as prévias no âmbito nacional". "Falei com o governador e com o Serra que, se fosse eleito presidente, iria preparar o partido para uma grande prévia, com grande abertura e participação das pessoas. E todos eles dizem que essa é a hora e que é o que o partido precisa."

O deputado Rodrigo Castro (MG), aliado de Aécio, apoia a ideia, não sem uma ponta de ironia: "Quanto mais democrático for o partido, quanto mais participação tiver, melhor. As prévias são um ideal de participação na escolha dos candidatos. É muito bom que o Julio e os companheiros de São Paulo estejam agora com essa mesma filosofia".

Pressão. Porém, em termos municipais, a defesa das prévias também é uma forma de pressionar Serra a decidir logo se aceita ou não concorrer a prefeito de São Paulo novamente (foi eleito em 2004). No entorno do governador paulista, a ideia é que Serra se decida até o início de 2012.

Segundo Semeghini, as prévias serão necessárias até se Serra aceitar o desafio. "Acho que ele será o consenso, vai inclusive unir o partido novo (o PSD, anunciado por Kassab). É um nome muito forte. Praticamente unanimidade no partido. Seria meu candidato. Mas prévia terá que ter sempre. Aí, o Serra sairá de uma prévia reconhecido, com muita gente motivada e até se achando responsável. Essa decisão precisa deixar de sair de um grupo pequeno no partido."

Crise. Semeghini assumiu a direção do partido em São Paulo há duas semanas e já teve de enfrentar uma crise com vereadores, que culminou na debandada de 6 dos 13 parlamentares do PSDB na semana passada. Os dissidentes alegaram que a direção não quis ceder espaço a eles na Executiva municipal.Na avaliação de Semeghini, o racha com os vereadores ainda é resultado da crise de 2008, quando os parlamentares apoiaram a candidatura a prefeito de Gilberto Kassab, então no DEM e com apoio velado de Serra, contra Alckmin. "Agora é um final de um processo que começou em 2008."

- PARA LEMBRAR

Em 2002, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva teve de enfrentar Eduardo Suplicy nas prévias do PT que definiram quem seria o candidato do partido a presidente da República. Mesmo contrariado por ser franco favorito, Lula submeteu-se à consulta e saiu vitorioso. Naquele mesmo ano ele seria eleito para o Planalto.

Quatro anos depois, o PSDB ensaiou uma consulta interna para saber se seu candidato a presidente seria José Serra ou Geraldo Alckmin, mas a proposta não vingou, a exemplo do que ocorreria na preparação para 2010, quando Aécio Neves desisitiu da disputa interna após ter tendado convencer Serra a apoiar a consulta às bases.

FONTE: O ESTADO DE SP

domingo, 24 de abril de 2011

FHC anima o adversário desleal: ‘Lula não precisa mais ter complexos. Virou doutor’

Por Augusto Nunes

Indolente demais para ler ao menos o trecho que inspiraria seu comentário obtuso, Lula foi logo despejando a discurseira de palanque sobre o esplêndido ensaio em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso analisou o papel da oposição. “Agora tem um presidente que diz que precisa não ficar atrás do povão, esquecer o povão”, mentiu, sempre sem coragem para mencionar o nome ou a sigla do inimigo. “Eu sinceramente não sei como é que alguém estuda tanto e depois quer esquecer do povão”.

Foi prontamente silenciado pelo troco de FHC: “Ora, eu venci duas eleições com o voto desse povão. E no primeiro turno, e contra o Lula. Agora, temos de ter uma estratégia para esses novos setores, mais sensíveis. Temos de fincar o pé na internet e nas redes sociais”. O contragolpe bastou para que o camelô de si mesmo resolvesse tratar de outros assuntos em mau português. Ainda grogue, nem pressentiu a aproximação do gancho no fígado desferido por FHC neste domingo na coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

“Se Lula fosse um adversário leal, saberia reconhecer que não desprezo o povão”, disse Fernando Henrique à jornalista Renata Lo Prete. “Sou contra o que ele fez com o povo: cooptar movimentos sociais; enganar os mais carentes e menos informados, trocando votos por benefícios de governo; transformar direitos do cidadão em moeda clientelista. Quero que o PSDB, sem esquecer nem excluir ninguém, se aproxime das pessoas que não caíram da rede do neoclientelismo petista”.

Então sobreveio o direto na testa: “Desejo que Lula, que esqueceu as antiquadas posições contra as privatizações, continue usufruindo das oportunidades que as empresas multinacionais lhe oferecem, como agora em Londres. E desejo, principalmente, que Lula termine com a lengalenga contra ler muito e ter graus universitários, pois não precisa mais ter complexos. Virou doutor”.

É por coisas assim que Lula foge de um embate frontal com FHC como foge o diabo da cruz. Imaginem um diálogo desses transmitido ao vivo pela televisão. Seria uma versão dramaticamente ampliada da cena da campanha eleitoral de 1994 documentada pelo vídeo abaixo, que escancarou em menos de um minuto o abismo que separa um caçador de votos de um homem de Estado.

Embora compreenda o que leva um dos contendores a esquivar-se do debate, a coluna repete o fecho do texto sobre o duelo destinado a mostrar qual dos dois ex-presidentes diz a verdade: coragem, Lula.



FONTE: Coluna do Augusto Nunes - Direto ao ponto

As manchetes deste domingo

- Globo: Agenda revela a rede de terror do Riocentro

- Folha: Cumbica agora enfrenta hora do rush o dia todo

- Estadão: Apagão de combustíveis causa rombo de US$ 18 bi

- Correio: DF corre o risco de ficar sem gasolina

FHC E A REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL -- A História como ela foi

sexta-feira, 22 de abril de 2011

As mnchetes desta sexta

- Globo: Multas por sonegar imposto podem chegar a R$ 100 bi

- Folha: 'Maquiagem' de produtos crescem junto com Inflação

- Estadão: Dilma enquadra agências reguladoras

- Correio: Comer... Rezar... Amar...

- IstoÉ Dinheiro: Brasileiros que estão bombando no Vale do Silício

- CartaCapital: O diário do Araguaia

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Autoritários

Arthur Virgílio

Há duas semanas, publiquei meu primeiro artigo aqui no Blog (Blog do noblat). Foi sobre a ridícula viagem à Espanha do Presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, a pretexto de “contatos” com parlamentares e com a intenção verdadeira de assistir ao clássico Real Madrid X Barcelona.

Bom número de comentários. Muitos a favor. Outros parecendo da mesma pessoa, chapas-brancas, insultuosos. Nenhum desses buscava justificar a posição do deputado, que marca sua passagem pelo terceiro posto na hierarquia sucessória da República por incomum apreço ao “viril esporte bretão”.

Precários. Autoritários. Desqualificar quem critica para desviar a atenção do fato real, que precisaria ser avaliado em toda sua extensão pela opinião pública.

O que houve com o PT? O poder de mais de oito anos o empobreceu intelectualmente? Deixou de teorizar? Perdeu a identidade? Considera mais fácil ser simplório do que dar tratos à bola?

O exemplo vem do próprio Lula. Fernando Henrique publica alentado artigo dirigido, sobretudo, aos tucanos. Quase um livro.

O ex-Presidente “respondendo”, matou no peito (viram como também sei misturar futebol com política?) e simplificou: “não sei como alguém estuda tanto para depois dizer que é contra o povão”. Fiquei pasmo. Mais do que quando ele faltou ao almoço com o Presidente Obama e os ex-Presidentes brasileiros, a convite de Dilma Rousseff, supostamente para não ofuscar a anfitriã e o visitante.

Nem o sol seria capaz de façanha desse porte. E nem Bertrand Russell haveria de ser tão brilhantemente sintético quanto seu colega acadêmico, “doutor” honoris causa.

Por essas pessoas não se pode dizer nada que contrarie o Planalto. Detentores de cargos comissionados que “escrevem” defendendo a boquinha. Horroriza-me o maniqueísmo que considera Lula intocável e crime de lesa-humanidade criticá-lo e ao partido tão “perseguido” por Antônio Fernando de Souza, Procurador-Geral da República que investigou o mensalão.

Esse fundamentalismo pago com dinheiro público não faz bem à democracia brasileira. A prática das eleições sindicais movidas a fraude e desforço físico não pode virar o padrão da disputa de poder entre nós.

Cá estou. Peito aberto.

Arthur Virgílio é diplomata. Foi líder do PSDB no Senado


FONTE: Blog do Noblat

Em Minas, empreendimento do programa Minha Casa, Minha Vida corre o risco de desabar

Thiago Herdy

BELO HORIZONTE - Depois de ser inaugurado com pompa e circunstância, em fevereiro de 2010, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que àquela altura já era a candidata extraoficial à Presidência da República, o conjunto de casas do Programa Minha Casa Minha Vida em Governador Valadares, Minas Gerais, transformou-se em síntese do descaso e do desperdício de dinheiro público. O condomínio de 96 casas ficou quase sete meses com mais da metade das habitações desocupadas, apesar da numerosa lista de candidatos a moradores em poder da prefeitura da cidade. Portas e janelas foram arrombadas, paredes acabaram pichadas e a fiação foi roubada.

Depois de uma rápida reforma, as casas restantes acabaram entregues no fim do ano passado. Mas, apesar do alerta recorrente de políticos da região e da imprensa, os problemas só se agravaram: 14 imóveis acabaram condenados pelos bombeiros e pela Defesa Civil, que denunciou o risco de desabamento das casas. O motivo é simples. Na hora de escolher um terreno para o conjunto, o governo federal aceitou que a construção fosse feita num morro instável, que no passado abrigou parte do lixão de Governador Valadares, às margens da BR-116.

Treze meses depois da inauguração, oito das 14 casas condenadas já foram desocupadas por moradores. Agora, a prefeitura pena para convencer outras seis famílias, que vivem sob tetos que pode desmoronar a qualquer momento, por causa da erosão que avança no subsolo do conjunto.

- Não deixa de ser irônico que famílias em áreas de risco tenham sido transferidas para casas em outra área de risco. É um problema de aplicação de recursos, mas também de escolha do terreno e projeto, realizados na gestão passada - se esquiva o secretário de Planejamento da prefeitura de Governador Valadares, Jaider Batista.

PF chegou a paralisar o projeto

O projeto começou a ser concebido na gestão do ex-prefeito e atual deputado estadual Bonifácio Mourão (PSDB), e foi paralisado depois que investigação da Polícia Federal divulgou a suspeita de desvio de verbas por políticos envolvidos na Operação João de Barro. A obra foi retomada e concluída na administração da atual prefeita, Elisa Costa (PT). Por sua vez, Mourão culpa a atual gestão por não agir a tempo contra os problemas do empreendimento:

- A área foi fiscalizada e aprovada no fim de 2007 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A duplicação da BR-116 modificou as condições do terreno e surgiu um assoreamento que não existia anteriormente - diz o ex-prefeito.

Para posar para fotos e celebrar a inauguração do conjunto, Lula e Dilma escolheram uma casinha vermelha. Lá já estava a nova moradora, a dona de casa Luciene Pereira, de 46 anos. A dupla visitou os cômodos e ainda prometeu bancar melhorias na casa, como a colocação de cerâmica no piso e um muro. Meses depois, parte das melhorias foram realizadas, mas em vão. Isso porque a casa modelo é uma das que correm o risco de desabar.

- A prefeitura me dá R$ 300 para pagar um aluguel. Não consigo nada, porque o custo é R$ 450. Aquela casa era minha, essa aqui onde estou tenho que pagar. Nem preciso falar o quanto é pior, não é? - reclama a mulher.

O conjunto, do Bairro Palmeiras, custou R$ 18,8 milhões e foi concluído com parte da verba do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As contínuas trapalhadas envolvendo o empreendimento são investigadas pelo Ministério Público Federal.

A prefeitura finaliza um diagnóstico para decidir o que fazer. O mais provável é que as 14 casas sejam demolidas neste semestre. Responsável pela liberação da verba, o Ministério das Cidades informou que a metodologia de escolha de projetos ficou mais rigorosa nos últimos anos.

FONTE: O Globo


Bruno Covas minimiza saída de vereadores do PSDB

Circe Bonatelli

O secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Bruno Covas, minimizou nesta quarta-feira, 20, a iniciativa de seis vereadores paulistanos que anunciaram desligamento do PSDB. “O momento é de reconstruir (o partido) a partir de quem desejou ficar, e desejar boa sorte aos vereadores que saíram e buscam um novo partido”, disse o tucano, após cerimônia de lançamento do inventário estadual sobre gases do efeito estufa.

Na sua avaliação, a saída dos vereadores não ajuda nem dificulta o diretório municipal a formar a chapa que disputará as eleições para prefeito de São Paulo em 2012. “Agora, o partido precisa rediscutir sua chapa de vereadores e reforçar os quadros que vai apresentar à população”, afirmou.

O anúncio da saída dos vereadores, que reduziu de 13 para 7 nomes a bancada do PSDB na Câmara de São Paulo, é o lance mais recente de um conflito que se estende desde março, quando começou o processo de escolha da nova direção municipal da sigla.

Bruno Covas, deputado estadual mais bem votado em 2010, com 239 mil votos, é cotado pelo PSDB para disputar o cargo de prefeito, mas prefere não falar sobre a eleição de 2012. “É melhor eu cuidar da Secretaria do Meio Ambiente agora”, afirmou. ‘Não existe candidatura com um ano e meio de antecedência. Não dá para discutir isso ainda.”

FONTE: RADAR POLITICO - O ESTADO DE SP

As manchetes desta quinta

- Folha: Juros sobe menos que esperado e vai para 12%

- Globo: Juros sobem mais uma vez; inflação, também

- Estadão: Dilma põe direitos humanos no centro da política externa

- Correio: Eles nos envergonham

- Zero Hora: Inflação força terceira alta do juro em 90 dias

terça-feira, 19 de abril de 2011

Copa do Mundo, o vexame anunciado?

MENTIRA

“As obras estão andando no cronograma adequado para atender as necessidades da Copa.” (Ministro da Aviação Civil Wagner Bittencourt de Oliveira, em Brasília, 15/04/2011.)

”Não vamos passar vergonha.” (Ministra do Planejamento Miriam Belchior, sobre as obras de infraestrutura para a Copa do Mundo, em Brasília, 15/04/2011.)

“É descabido alguém se preocupar com alguma coisa sobre a Copa de 2014 no Brasil. O Brasil vai investir em infraestrutura até 2014 o que não investiu em 30 anos.” (Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na África do Sul, 09/07/2010.)

A VERDADE
Mais uma vez a incompetência e a falta de gestão dos governos do PT ameaçam a realização da Copa do Mundo de 2014. Depois do preocupante relatório do Ipea, prevendo que nove dos 13 aeroportos não estarão prontos para o evento, agora a apreensão paira sobre os estádios também. Os projetos estão atrasados, as obras não começaram e dinheiro prometido pelo governo não saiu. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), apenas R$ 6 milhões dos R$ 3,5 bilhões previstos para a construção e reforma dos estádios foram liberados pelo BNDES até agora, apesar de sete estados já ter protocolado carta-consulta junto ao banco. Além disso, o TCU alerta que, mesmo que fiquem prontos, há estádios que não vão gerar dinheiro suficiente para cobrir os custos de manutenção depois da Copa. O relatório do tribunal destacou também o problema nos aeroportos: as obras só começaram no de Guarulhos e no do Rio de Janeiro.
Aos brasileiros, mais do que pensar no título de hexacampeão, resta torcer por algum milagre que evite o vexame mundial.

FONTE: GENTE QUE MENTE


Para Semeghini, vereadores dissidentes usam de ‘desculpas’ para migrar para o PSD

O presidente municipal do PSDB de São Paulo, secretário estadual Julio Semeghini, divulgou nota nesta segunda-feira, 18, acusando os vereadores dissidentes do partido de “criarem dificuldades” contra o fechamento de um acordo para a formação da executiva municipal. Segundo a tese do presidente tucano, alguns dos representantes do partido na Câmara Municipal “estão se aproveitando” do momento para “deixar o PSDB”.

Semeghini, que é secretário de Gestão Pública afirma ainda que alguns dos vereadores “sempre trabalharam para inviabilizar qualquer acordo partidário”. “Fica claro, agora, não ser apenas coincidência que o anúncio coletivo de debandada aconteça simultaneamente à criação de um novo partido”, acrescenta, em clara referência à criação do PSD pelo prefeito Gilberto Kassab.

Ainda de acordo com o presidente tucano, que é ligado o governador Geraldo Alckmin, seu grupo teria acatado “100%” das reivindicações do vereadores, “inclusive o cargo de secretário-geral” do partido.

Leia a íntegra da nota divulgada pela assessoria do partido.

“Durante todo o processo de consolidação do acordo para a formação da executiva municipal do PSDB, mantive diálogo constante com os representantes do partido na Câmara Municipal. O acordo feito atende 100% de suas reivindicações – inclusive o cargo de secretário-geral – continua valendo e, independentemente das possíveis saídas dos vereadores do PSDB, será ratificado.

Em todos os momentos importantes para o PSDB, a bancada contou com meu apoio. Na própria eleição para a presidência da Câmara, apoiamos o “fechamento de questão” para a eleição do vereador Police Neto.

Lamentavelmente, alguns estão se aproveitando desse momento tão importante para criar dificuldades e usando “desculpas pessoais” para deixar o PSDB. Em diversos momentos pude perceber que, mesmo diante dos esforços do líder da bancada e de outros vereadores, alguns sempre trabalharam para inviabilizar qualquer acordo partidário. Fica claro, agora, não ser apenas coincidência que o anúncio coletivo de debandada aconteça simultaneamente à criação de um novo partido. É uma pena.

Estão confundindo partido político com sigla partidária.

Julio Semeghini

Presidente do Diretório Municipal do PSDB em São Paulo”


FONTE: O ESTADO DE SP

As manchetes desta terça

- Globo: Projeto do governo dificulta controle de obras pelo TCU

- Folha: Lula gastou 70% mais em publicidade que FHC

- Estadão: Advertência sobre a dívida dos EUA abala mercados

- Correio: Corram, homens, corram

- Valor: Despesas com juros atingem 5,6% do PIB e vão a R$ 230 bi

segunda-feira, 18 de abril de 2011

FHC critica Lula e diz que petista 'mama' na elite

Tucano reagiu às declarações do petista sobre o artigo 'O papel da oposição' e o 'desafiou' para nova eleição

Wladmir D'Andrade, da Agência Estado

SÃO PAULO - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou nesta segunda-feira, 18, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está sendo "malicioso" ao tentar colar a imagem da sigla tucana à das elites do País. "O Lula, que era contra a privatização, agora está em Londres falando para a Telefónica e ganhando US$ 100 mil. O filho dele é sócio de uma empresa de telefonia. Eles aderiram totalmente às transformações que nós provocamos e ainda vêm nos criticar dizendo que estamos a favor da elite contra o povo, enquanto eles estão mamando na elite. Cabe isso?", questionou FHC em entrevista ao programa "Começando o Dia", da Rádio Cultura FM.

As declarações de Fernando Henrique foram feitas após o petista comentar artigo do ex-presidente tucano na revista Interesse Nacional, em que defendeu que o PSDB deve deixar de lado o "povão" e buscar diálogo com a nova classe média. "Não sei como alguém que estudou tanto e depois diz que quer esquecer do povão. O povão é a razão de ser do Brasil. E do povão fazem parte a classe média, a classe rica, os mais pobres, porque todos são brasileiros", ironizou Lula, após ministrar palestra em Londres.

Para Fernando Henrique, as declarações de Lula são "maliciosas". O tucano afirmou que o PT utiliza as políticas sociais "de maneira demagógica" e que a tentativa de ligar o PSDB às elites tem razão político-ideológica. Fernando Henrique disse que foi nos seus dois mandatos que foram iniciados os programas sociais que depois foram ampliados com a marca do governo Lula. "Me elegi duas vezes presidente, fiz políticas sociais e quem começou todos esses programas de bolsas foi o meu governo", afirmou.

Segundo FHC, o que ele defende em seu artigo é que "o PSDB caminhe falando com a população para ver quais são seus novos anseios numa sociedade que é muito mobilizada". "Não tem nada com a direita, e sim com os interesses novos da população", afirmou. De acordo com o ex-presidente, o PSDB deve fugir dessa "intriguinha" e discutir os problemas do povo.

linkLeia a íntegra do artigo de FHC ‘O Papel da Oposição’


FONTE: O ESTADO DE SP

Classe média, povão e lorota

* Gaudêncio Torquato

Com sua acurada visão, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quis indicar um rumo aos correligionários, mas acabou produzindo um charabiá, ou seja, uma baita confusão na esfera política. Em polêmico artigo para uma revista, propôs que as oposições invistam na nova classe média, arrematando com a tese de que, "se o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os movimentos sociais ou o povão, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos". Nem bem teve tempo para detalhar o pensamento, o sociólogo passou a ser bombardeado. Afinal de contas, que partido se pode dar ao luxo de desprezar "o povão"? A indagação resume o ponto de vista de parceiros como o senador Aécio Neves, que desponta como a maior liderança tucana, para quem o PSDB deve se aproximar de "várias camadas sociais". Como sói ocorrer por estas bandas, a algaravia tomou corpo pelo costume de derrubar argumentos sem avaliar os escopos que traduzem. Ora, para julgar o dito do ilustrado tucano pelo menos dois conceitos precisariam ser postos à mesa de discussão: partido e classe média.

Partido é parcela, parte, pedaço. Sob esse significado, o ente partidário representa fatia da sociedade. É impraticável que seja escoadouro de demandas de todas as classes e grupamentos. Quando, em seus programas, as siglas vocalizam um discurso em defesa da sociedade como um todo, estão apenas cumprindo o ritual de enaltecimento do ideário da liberdade, da igualdade e dos direitos dos cidadãos. São porta-vozes de preceitos e valores das Cartas Magnas das nações. Já para efeito de conquista do poder, sua meta finalista, o partido deve selecionar focos entre classes sociais, grupamentos ou comunidades, para os quais e com os quais estabelece programas, projetos, ações e relações. Se esse ordenamento não é seguido à risca, como se sabe, o motivo é a crise crônica que assola a democracia representativa em todo o planeta, cujos reflexos se projetam sobre a fragilidade partidária, a pasteurização das doutrinas, a desmotivação das bases e a descrença geral nos políticos. A se considerar tal configuração, a tese de Fernando Henrique faz sentido.

A morfologia partidária clássica também reforça seu ponto de vista. Maurice Duverger, em 1951, formulou duas modalidades: partidos de quadros e partidos de massas. Os primeiros não visariam a agrupar contingentes numerosos, e, sim, grupos de notáveis, representantes das elites sociais. Os segundos teriam como foco as massas, o que demandaria mobilizações voltadas para um recrutamento maciço. A classificação não resistiu às avalanches que se abatem sobre a política e, na corrente do desvanecimento ideológico, multiplicaram-se as organizações que tendem a substituir o prisma doutrinário pela estratégia de capturar diversos eleitorados a qualquer custo. Surgiram, então, os entes que o cientista social Otto Kirchheimer chamou de "catch-all parties" ("agarra tudo o que puderes"). Em termos de Brasil, não há dúvida que esse modelo parece o que melhor se ajusta à estrutura partidária. Apesar disso, o PSDB dos tucanos exibe certa semelhança com os partidos de quadros. Não por acaso, é conhecido como agremiação de "muito cacique e pouco índio". Novamente ganha força a tese de Fernando Henrique, eis que é mais prático dialogar com determinado segmento do que motivar as massas assentadas na base da pirâmide social.

Ademais, é sabido que, nos últimos anos, a teia social - iniciada no ciclo FHC e intensamente reforçada no ciclo do lulopetismo pelos programas de distribuição de renda e acesso ao crédito e ao consumo - consolidou os vínculos entre "o povão" e o sistema governista e, consequentemente, com seus partidos aliados. Fortes barreiras afastam as oposições das margens carentes. E assim a abordagem do ex-presidente se vai firmando. Neste ponto, convém levantar o véu da classe média. Depois da vitamina distributivista do governo Lula, cerca de 30 milhões de brasileiros ingressaram na classe C, reduto considerado como a nova classe média. Seria esta nova classe a biruta para indicar aos partidos o caminho do vento? Analisemos a questão sob a planilha do professor Waldir Quadros, do Instituto de Economia da Unicamp, que estuda a dinâmica dos três degraus das classes médias. Ao transformarem a pirâmide social num losango, passaram a ser a maior classe social do País. O especialista aponta três conjuntos que a integram: a alta classe média (7,7% da população), a média (13,2%) e a baixa (38,8%). Além destas, temos na base a massa trabalhadora (30,7%) e os miseráveis (9,7%). Nesse modelo de estratificação, o primeiro grupo corresponde à classe A de outras metodologias. Pois bem, só esse grupo teria pleno acesso a um padrão de vida considerado satisfatório. Os conjuntos médio e baixo das classes médias - somando 52% da população - defrontam-se com grandes carências nas áreas de saúde, educação, saneamento, habitação, transporte coletivo, segurança, etc.

Esses são os aglomerados que clamam pela atenção dos partidos. Aspiram a conquistar as boas coisas que o núcleo mais elevado da classe já possui: planos de saúde mais abrangentes, acesso à educação de qualidade, moradias satisfatórias, transporte particular, academias de ginástica, alimentação saudável, cursos de idiomas, viagens, cultura, lazer, etc. Há, ainda, um fator que confere às classes médias - principalmente ao nível mais elevado - extraordinária significação: a capacidade de irradiar influência. Daí provém a imagem de pedra jogada no meio do lago. As marolas que produzem - demandas, clamor, expectativas, pressão - chegam até às margens. Essa condição sui generis não pode passar ao largo do sentimento de partidos e políticos, e certamente nisso pensou o ex-presidente Fernando Henrique. Que não iria gastar seu sociologuês à toa. Assim, a intenção dos políticos de capturar o "povão" só tem uma explicação: demagogia. Ou mesmo lorota.


*Gaudêncio Torquato,JORNALISTA, É PROFESSOR TITULAR DA USP E CONSULTOR POLÍTICO E DE COMUNICAÇÃO TWITTER: @GAUDTORQUATO

FONTE: O ESTADO DE SP

As manchetes desta segunda

- Globo: Governo não segura dólar e inflação, mas reforça caixa

- Folha: PF reduz atuação nas fronteiras

- Estadão: Japão prevê crise nuclear até janeiro

- Correio: Por que o serviço de táxi no DF é caro e ruim

- Estado de Minas: E a lei que proíbe a sacola de plástico, vai pegar?


Alckmin tem 6 nomes para concorrer a prefeituras

Bruno Covas e José Aníbal são vistos como opções à Prefeitura de SP

Pré-candidatos estão em posições estratégicas
DA
NIELA LIMA DE SÃO PAULO

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, instalou em posições estratégicas de sua administração pelo menos seis políticos que estão sendo preparados pelo PSDB para disputar
as eleições municipais de 2012.
Responsável pelo pacote de programas sociais que Alckmin lançará em breve, o secretário de Desenvolvimento Social, Paulo Alexandre Barbosa, deve concorrer à Prefeitura de Santos.
O orçamento da pasta que ele chefia será reforçado para tocar o Mais Social, marca que será usada para os novos programas de Alckmin, que pretende investir cerca de R$ 3 bilhões até 2014.
Paulo Alexandre, 32, foi o segundo deputado estadual mais bem votado do Estado no ano passado e é ligado ao deputado Gabriel Chalita (PSB), amigo do governador.
Questionado sobre a disposição para disputar as eleições, ele desconversa. "Sou jovem. Estou focado na missão que recebi de Alckmin."
Seu nome é considerado certo como candidato à sucessão do prefeito João Paulo Tavares Papa, reeleito com apoio do PSDB.
Outro secretário prestigiado, o tucano Emanuel Fernandes (Planejamento), é cotado para a disputa em São José dos Campos. Ele resiste à ideia, mas setores do PSDB defendem sua candidatura.
Fernandes administrou o município por duas vezes. "Alckmista", chefia o comitê que coordenará os trabalhos para a Copa no Estado.
Em Campinas, o diretório quer lançar como candidato o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, outro "alckmista" histórico. A pasta gerencia, por exemplo, grandes obras nas três regiões metropolitanas (São Paulo, Baixada Santista e Campinas).
O titular da pasta de Recursos Hídricos e Saneamento, Edson Giriboni, é outro na lista de pré-candidatos.
Ele foi vice-prefeito de Itapetininga por duas vezes e poderá concorrer à prefeitura com o apoio do governo.
Já os secretários Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia) são vistos como opções para a disputa pela Prefeitura de São Paulo.
Covas foi o deputado estadual mais votado do Estado em 2010 e tem a seu favor o peso do sobrenome. Deputado federal licenciado, Aníbal, em outras eleições, já se mostrou disposto a concorrer ao cargo.

FONTE: FOLHA DE SP

sábado, 16 de abril de 2011

TV Brasil contrata jornalista Luís Nassif por R$ 660 mil por ano

DE BRASÍLIA - A EBC (Empresa Brasil de Comunicação), vinculada ao Palácio do Planalto, contratou ontem por R$ 660 mil anuais, sem licitação, a empresa Dinheiro Vivo, do jornalista e blogueiro Luís Nassif.
A Dinheiro Vivo recebeu da EBC, entre 2009 e 2010, R$ 1,2 milhão para produção e apresentação de um programa semanal de debates na TV Brasil, mantida pela estatal.
O novo contrato inclui a participação como comentarista de economia em um telejornal e seu trabalho como "apresentador e jornalista responsável" de um programa.
A EBC disse que a não exigência de licitação está amparada em lei e "se justifica pela notória e reconhecida especialização do jornalista".
Nassif afirmou em seu blog que "observaram-se no contrato os mesmos valores praticados por canais a cabo".

FONTE : Folha de SP

As manchetes deste sábado

- FOLHA DE SP: HOMICIDIOS CAEM 41%, E SP DEIXA DE SER ZOZA EPIDÊMICA

- Globo: BC avisa que alta dos juros vai durar mais que previsto

- Estadão: BC indica que alta dos juros não vai terminar tão cedo

- Correio: Se tudo fosse um conto de fadas

- Estado de Minas: Justiça suspende reforma de Confins


Em programa, PSDB critica na TV obras da Copa e volta da inflação

Veja aqui o programa do PSDB veiculado nesta quinta-feira

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Dor de cotovelo

MENTIRA

“Eu sinceramente não sei o que ele quis dizer. Nós já tivemos políticos que preferiam cheiro de cavalo que o povo. Agora tem um presidente que diz que precisa não ficar atrás do povão, esquecer o povão. Eu sinceramente não sei como é que alguém estuda tanto e depois quer esquecer do povão.” (Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Londres, 14/04/2011.)

A VERDADE

Lula não entender o que Fernando Henrique Cardoso disse – ou escreveu – não é novidade. O que mais esperar de um ex que passou oito anos repetindo, com orgulho, que não lê um livro ou notícia de jornal sequer?

Mas falta de leitura não é desculpa para falta de honestidade. Fernando Henrique Cardoso não falou em esquecer nada nem ninguém. Por que ele quereria esquecer o povão que o elegeu duas vezes presidente no primeiro turno, derrotando Lula?

Esquecer no governo das bravata que disse na oposição foi uma especialidade de Lula.

Outra especialidade de Lula é dizer que não viu nem ouviu nada das tenebrosas transações que ocorreram em seu governo, ao lado do seu gabinete no Palácio do Planalto.

O que Lula diz não se escreve. Diga ele o que disser, o PSDB não esquece do povão. Nem o Brasil do mensalão.

FONTE: GENTE QUE MENTE


Virada Cultural 16–17 abril 2011

A 7ª edição da Virada Cultural acontecerá nos dias 16 e 17 de abril, com início às 18 horas do sábado.

São 24 horas ininterruptas de programação, com mais de mil atrações gratuitas espalhadas por diversos palcos da cidade, numa realização da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo em parceria com o SESC e a Secretaria de Estado da Cultura, e adesão das mais importantes instituições culturais da cidade.


Veja a programação completa deste ano

Senado aprova medida provisória do trem bala

Debate com os senadores por São Paulo, Aloysio Nunes (PSDB) e Marta Suplicy (PT)


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Cem dias sem o que comemorar


A passagem do 100º dia de governo costuma ser carregada de simbolismo. Menos pelo que efetivamente se fez no período, que é curto, e mais pelos rumos que o novo administrador costuma imprimir à condução da gestão iniciante. Os cem primeiros dias de Dilma Rousseff à frente do Palácio do Planalto, completados ontem, foram recebidos com certo entusiasmo por parte da opinião pública. Mas é um erro imaginar que essa exibição de boa vontade signifique que ela faça um grande governo. Ao contrário.

Assombra a falta de ímpeto demonstrada por Dilma até agora, as contradições em relação ao mundo cor-de-rosa que vendeu aos eleitores no ano passado, as indecisões em relação ao enfrentamento de problemas que se agigantam.

Uma análise mais detida mostra que o enaltecimento a Dilma se deve, principalmente, a correções de rumo de excessos do governo Lula. Abandonou-se o caráter estridente e espalhafatoso em nome da acertada austeridade pessoal. Isso é bom. Também deixaram de existir o alinhamento automático a ditadores fratricidas e o antiamericanismo da nossa política externa. É alguma coisa, mas muito pouco.

A louvação ao governo atual acaba servindo para turvar a visibilidade de seus muitos equívocos. O pior deles é a tibieza com que a inflação tem sido combatida. A equipe econômica de Dilma não tem sabido enfrentar com eficácia o crescimento de um monstro com potencial de arruinar nossas formidáveis conquistas sociais das últimas décadas.

Outro problema sério, a apreciação excessiva do real junto ao dólar não tem sido atacada de maneira apropriada. Medidas como o aumento de impostos para empréstimos feitos no exterior se mostraram inúteis - embora tenham, convenientemente, servido para engordar o caixa do governo federal. Resta claro que governo não sabe se ataca a inflação ou a valorização cambial, que corrói a indústria nacional, mas serve para segurar os preços. Bate-se cabeça.

Com conveniente discrição, promessas anunciadas durante a campanha de 2010 vão sendo, uma a uma, deixadas de lado. Para começar, a pretensão de acabar definitivamente com a miséria no país já foi colocada na geladeira pela presidente, de maneira trivial, como quem não quer nada...

Sobriamente, muitos outros compromissos parecem ter ido para o arquivo morto, como a ideia de incluir eletrodomésticos no Minha Casa Minha Vida. Na realidade, o governo fez o contrário: paralisou o programa para famílias mais carentes.

A política habitacional é apenas um entre os muitos casos de descarte de compromissos firmados com o eleitor no período de busca aos votos. Logo após a eleição, O Globo listou 190 deles. Boa parte ainda não passa de palavras vãs.

Está na relação, por exemplo, a promessa de "não fazer o ajuste fiscal". O compromisso, como se sabe, foi quebrado com o anúncio de uma tesourada de R$ 50 bilhões no Orçamento, feito em fevereiro. Sabe-se que a necessidade de adequação das finanças deve-se aos excessos de gastos praticados no governo anterior com intuito quase exclusivo de garantir a cadeira presidencial para Dilma.

Outra palavra empenhada em campanha, "trabalhar fortemente para diminuir os juros", já foi quebrada duas vezes neste ano e nossa taxa continua sendo a mais alta do mundo. Já a promessa de "privilegiar critérios técnicos para definir as nomeações" ficou de lado frente à fúria fisiologista de alguns aliados: quase um terço dos ministros escolhidos por Dilma deve alguma explicação por envolvimento em escândalos.

Os cem primeiros dias do atual governo também se notabilizaram pela tentativa de fazer o Estado controlar a iniciativa privada, da qual o caso da troca de comando na Vale pode ser apenas a ponta do iceberg. Concomitantemente, dentro da nova filosofia, bilhões de reais dos brasileiros correm o risco de virar pó em aventuras sem lastro, como a construção do trem-bala (outra promessa eleitoral que não para em pé).

Do PAC já nem se fala mais. Seja por causa da lentidão e da inoperância que marcam o programa, seja até por constrangimento. Vai se conhecendo, aos poucos, as condições degradantes que vigoram nos canteiros de obras das ações do programa, como ficou patente tanto nos movimentos reivindicatórios nascidos nas usinas de Rondônia, quanto no centro desenvolvido do país, como mostra a edição de hoje da Folha de S.Paulo.

É certo que cem dias pode ser cedo para cobrar o cumprimento de promessas firmadas em uma campanha eleitoral. Mas é tempo suficiente para perceber que, em muitas ações fundamentais, o Brasil corre na contramão do que se anunciava e se exige.

Fonte: ITV